Empresas terão 18 meses para se adequarem a novo sistema de voltagem

Empresas terão 18 meses para se adequarem a novo sistema de voltagem

Imprensa

O deputado federal Sérgio Vidigal (PDT-ES) apresentou um substitutivo, ao Projeto de Lei 3536/2012, que muda o prazo para as empresas se adequarem ao novosistema de voltagem.

A proposta de Vidigal aumenta de um ano para 18 meses (um ano e seis meses) o prazo para os comerciantes a cumprirem a nova lei.

“Esta é uma maneira de respeitar os consumidores. Sem a padronização, os consumidores arcam com asdespesas, em caso de utilização do aparelho eletrônico em sistema que tenha voltagem diferente”, comentou Sérgio Vidigal.

Outra medida é que deverá haver a possibilidade de comprovação de inviabilidade técnica para que se possa cumprir a lei.

O projeto de lei original estabelece que as empresas fabricantes de produtos eletrodomésticos e eletroeletrônicos deverão colocar em seus aparelhos sistema de voltagemautomático.

O texto determina que as tensões elétricas deverão ser compreendidas entre 110 e 220 volts.

“Portanto, é preciso instituir a bivoltagem nos produtos eletroeletrônicos. Assim, estamos respeitando os princípios constitucionais. E, mais ainda, preservando os direitos dos consumidores”, defendeu o parlamentar.

Sistemade voltagem

No Nordeste e no Sul do país, o sistema mais comum é o 220V. Já no Sudeste, o 110V predomina. Enquanto isso, em Goiás e também em Brasília só se encontra o 220V.

Isso significa prejuízo paraa população. É o caso de mudança do domicílio de uma região do país que adota atensão 110V para outra região, a qual adota a tensão 220V. É prejudicial porque o cidadão fica impedido de utilizar todos os seus aparelhos eletrônicos. E, mais uma vez, tem que arcar com prejuízo financeiro.

A Associação Brasileira daIndústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) emitiu nota sobre o assunto, a qual cita que não há dificuldades no mercado para implantação do sistema.

“Para os fabricantes de alguns equipamentos eletroeletrônicos não há desafio tecnológico para a implantação do sistema bivolt.”

Também outro trecho diz:“Aliás, diversos produtos disponíveis no mercado de consumo já possuem tal característica. São eles os bens de informática, televisões e equipamentos de áudio e vídeo. Pois esses produtos utilizam a energia elétrica alternada(c.a.). E convertem a mesma em energia elétrica contínua (c.c.), dentro das características técnicas, que são comportadas pelo produto. Mas, sem alterar de forma expressiva seu custo ou elevar seus níveis de consumo de energia.”

Ao passo em que, a Abine eafirma ainda: “nos produtos que transformam energia elétrica em térmica, mecânica ou hidráulica (geralmente operando em alta potência), a bivoltagem é inadequada. Ora por fatores técnicos ou econômicos. Este é o caso de alguns aparelhos. Tais como geladeira, liquidificador, forno micro-ondas, lavadora de roupas e aparelhos de ar condicionado.”